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O início da fundação da paróquia

(texto extraído do Livro Tombo I) 

Era parte componente da paróquia da Franca, à qual pertenceu por muito tempo, impossível é fazer-se o histórico completo da fundação desta paróquia sem buscar subsidio nas origens daquela.

E o que faço com as datas seguintes, extraídas do “Almanach Francano de 1901, por M. Franco”.

Nos fins do século XVII o fazendeiro Simão fez doação de um terreno para fundação de um arraial de N. S. da Conceição, no lugar denominado Covas, 03 quilômetros da Franca, para onde afluíram os primeiros moradores; provavelmente vindo de Santo Antonio do Rio Verde, em Minas Gerais. Pouco depois, por falta d’água, os moradores mudaram-se para o lugar da Franca, cujo lugar chamava-se naquele tempo Arraial do Sertão do Capim Mimoso.

Em 1804 o governador Cap. General Antonio José da Franca e Horta criou a freguesia de Franca, que pertencia à vila de Moji-Mirim e à comarca de Itu. A 15 de outubro de 1805 ficou Vila Franca do Imperador, e cidade a 24 de abril de 1856. Os primeiros pastores espirituais dos sapucaienses foram, portanto os vigários de Franca: Pe. Joaquim Martins Rodrigues, de 1805 a 1849, Pe. Joaquim Ferreira Telles, de 1855 a 1859 e Monsenhor Candido Martins Silveira Rosa, de 1860 a 1875 (+ 1903). No ano de 1838, durante a chamada Anselmada, aparece em Franca um Pe. João Teixeira d’Oliveira como juiz de direito interino o qual provavelmente também exercia jurisdição espiritual neste território. Os antigos Sapucahyenses procuravam os socorros espirituais na Matriz de N. S. da Conceição de Franca.

Vinham também os Padres de Franca celebrar atos religiosos e desobrigar o povo no tempo pascal, nas Ermidas das fazendas desta freguesia.

Por volta de 1850 vieram os primeiros exploradores de diamantes que começaram o seu trabalho nas margens dos rios Santa Bárbara e Sapucaizinho. Os fazendeiros, donos dos terrenos, porém, opunham-se à exploração e conseqüente devastação de suas terras, razão porque os garimpeiros trabalhavam às escondidas, vivendo em ranchinhos no mato. Em 1853(?) o fazendeiro João Candido dos Reis perseguiu-os queimando-lhes os ranchos. Em 1864 por causa do recrutamento dos “voluntários da pátria” para a guerra do Paraguai, para aqui vieram muitas pessoas foragidas que se entregaram a esse gênero de trabalho.

Pelo natural interesse que tomaram nas noticias procedentes do teatro da guerra, resultou que deram a certos lugares nomes alusivos aos acontecimentos mais notáveis da dita guerra; por exemplo, ao garimpo onde foi a fazenda do Coronel Manoel Basílio d’Andrade, chamaram-no Humaitá; o outro lugar, duas léguas e meia da cidade, que foi de João Ferreira Martins, deram o nome de Paraguai, etc. Por causa da alta dos diamantes em 1870 afluíram novamente para aqui muitos garimpeiros cujo chefe foi Albino Carvalho Pinto Pinheiro de Lacerda, irmão do segundo fabriqueiro desta matriz. Sede principal da atividade destes trabalhadores era a fazenda do Turvo e o lugar chamado Barro Preto, meia légua rio abaixo da cidade. Ao incansável pastor de almas Monsenhor Candido Rosa, que de fato se pode considerar um dos fundadores do Patrocínio do Sapucaí e de São José da Bela Vista, não se pode tornar indiferente tamanha aglomeração de fieis onde escasseava o pasto espiritual. Por isso ele interveio no sentido de animar o povo a fazer doação de um terreno à N. S. do Patrocínio, a fim de se fundar uma freguesia, no Barro Preto ou no Turvo. Provavelmente já em 1867 ele aqui veio e celebrou uma missa no Barro Preto, onde queria fundar a igreja com o titulo de Santo Antonio. Mostrou-se, porem, a fazenda do Turvo mais apta para aquele fim porque por ela passava a estrada para Santa Rita de Cássia e outros lugares vizinhos. Aqui o Reverendo Monsenhor, talvez na mesma viagem celebrou.

A Primeira Missa (1867) teve por templo um rancho coberto de capim feito “ad hoc”, perto da ponte do Sapucaizinho. Esta missa foi ajudada pelo Sr. Antonio Bernardes Pinto, fazendeiro de Franca.