| “Não temas, porque eu te resgatei, chamei-te pelo teu nome: tu és meu” (Is 43,1b) |
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| Escrito por Padre Cássio | |||
| Sáb, 14 de Março de 2009 00:00 | |||
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A notícia logo correu por toda a cidade: o filho do senhor Jonas tinha sido seqüestrado. O fato despertou tristeza, comoção e preocupação, pois não se sabia em que situação o moço se encontrava. Muitas hipóteses rolavam nos pensamentos das pessoas que o conheciam: ele estaria sendo torturado? Estaria machucado? Estaria sofrendo violência psicológica? O tempo foi passando e permanecia a expectativa de algum tipo de contato da parte do seqüestrador. De repente, uma mensagem deixada no celular de um parente avisando para a família buscar um bilhete, que se encontrava num determinado local. O pai do rapaz e alguns parentes se dirigiram até o local estipulado e pegaram o bilhete. Nele estava escrito: “entregue o resgate solicitado e terá o seu filho de volta”. Este fato relatado em poucas linhas expressa de modo, bastante real, a realidade do pecador que é seqüestrado pelo demônio. O pecador ao cair nas mãos do demônio é afastado das pessoas que ama e, de modo particular, de Deus. Sob o controle do demônio é agredido, ferido e sofre tortura psicológica, pois começa a duvidar de que Deus possa continuar a amá-lo. No cativeiro, passa por momentos de intensa solidão, experimenta muitas privações, carrega no coração a incerteza do amanhecer ou anoitecer, pois tem medo de morrer a qualquer instante. Tem como única esperança de permanecer vivo se o seu resgate for pago. De fato, esta esperança se torna em realidade e o enche de alegria, pois Jesus, o Inocente e Santo, se fez resgate para pagar a dívida assumida pelo pecador. Após o resgate, o pecador é deixado num local. Este local é o deserto que a Quaresma tem convidado o pecador a permanecer, não para ser atacado pelas feras, mas para encontrar-se com Deus que quer envolvê-lo com o seu amor e misericórdia. Assim o que diz o profeta Isaias: “Não temas, porque eu te resgatei, chamei-te pelo teu nome: tu és meu”, ganha uma interpretação muito atual e o anseio de ser celebrado com a Festa da Páscoa.
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“Não temas, porque eu te resgatei, chamei-te pelo teu nome: tu és meu” (Is 43,1b)



