hoje, desejo retomar e continuar a reflexão sobre Santa Hildegarda di Bingen, importante figura feminina da Idade Média, que se distinguiu pela sabedoria espiritual e santidade de vida. As visões místicas de Hildegarda assemelham-se às dos profetas do Antigo Testamento: expressando-se com as categorias culturais e religiosas de sua época, interpretava à luz de Deus as Sagradas Escrituras, aplicando-as às várias circunstâncias da vida. Assim, todos aqueles que a ouviam se sentiam encorajados a praticar um estilo de vida cristã coerente e comprometido. Em uma carta a São Bernardo, a mística renana confessa: "A visão encanta todo o meu ser: não vejo com os olhos corporais, mas me aparece no espírito dos mistérios... Conheço o significado profundo do que é exposto no Saltério, nos Evangelhos e nos outros livros, que me são mostrados em visão. Ela queima como uma chama em meu coração e na minha alma, e me ensina a compreender profundamente o texto" (Epistolarium pars prima I-XC: CCCM 91).
As visões místicas de Hildegarda são ricas de conteúdos teológicos. Fazem referência aos principais eventos da história da salvação, e valem-se de uma linguagem principalmente poética e simbólica. Por exemplo, na sua obra mais famosa, intitulada Scivias, ou seja, "Conhece as vias", ela resume em trinta e cinco visões os acontecimentos da história da salvação, da criação do mundo ao fim dos tempos. Com os traços característicos da sensibilidade feminina, Hildegarda, exatamente na seção central da sua obra, desenvolve o tema do matrimônio místico entre Deus e a humanidade realizado na Encarnação. Sobre o lenho da Cruz, realizam-se as núpcias do Filho de Deus com a Igreja, sua esposa, cheia de graça e tornada capaz de dar a Deus novos filhos, no amor do Espírito Santo (cf. Visio tertia: PL 197, 453c).
Já a partir dessas breves considerações, vemos como também a teologia pode receber uma contribuição especial das mulheres, porque são capazes de falar de Deus e dos mistérios da fé com a sua peculiar inteligência e sensibilidade. Encorajo, por isso, todas aquelas que desenvolvem esse serviço a fazê-lo com profundo espírito eclesial, alimentando a sua reflexão com a oração e olhando a grande riqueza, ainda em parte inexplorada, da tradição mística medieval, especialmente aquela representada por modelos luminosos, como Hildegarda di Bingen.
A mística renana é autora também de outros escritos, dois dos quais particularmente importantes porque reportam, como o Scivias, as suas visões místicas: são o Liber vitae meritorum (Livro dos méritos da vida) e o Liber divinorum operum (Livro das obras divinas), denominado também De operatione Dei. No primeiro, é descrita uma única e poderosa visão de Deus que vivifica o cosmo com sua força e luz. Hildegarda enfatiza a profunda relação entre o homem e Deus e nos recorda que toda a criação, da qual o homem é o vértice, recebe vida da Trindade. O escrito é centrado sobre a relação entre virtudes e vícios, a partir da qual o ser humano deve enfrentar cotidianamente o desafio dos vícios, que o afastam do caminho rumo a Deus e das virtudes, que o favorecem. O convite é para afastar-se do mal e glorificar a Deus e para entrar, depois de uma existência virtuosa, na vida de "toda a alegria". Na segunda obra, considerada por muitos a sua obra-prima, descreve ainda a criação na sua relação com Deus e a centralidade do homem, manifestando um forte cristocentrismo de sabor bíblico-patrístico. A Santa, que apresenta cinco visões inspiradas no Prólogo do Evangelho de São João, reporta as palavras que o Filho dirige ao Pai: "Toda a obra que tu desejaste e que me confiou, eu a levei a bom termo, e eis que eu estou em ti, e tu em mim, e que nós somos um" (Pars III, Visio X: PL 197, 1025a).
Em outros escritos, enfim, Hildegarda manifesta a versatilidade de interesses e a vivacidade cultural dos mosteiros femininos da Idade Média, ao contrário dos preconceitos que ainda pesam sobre aquela época. Hildegarda ocupou-se de medicina e ciências naturais, assim como música, sendo dotada de talento artístico. Compôs também hinos, antífonas e cantos, recolhidos sob o título Symphonia Harmoniae Caelestium Revelationum (Sinfonia da Harmonia das Revelações celestes), que eram alegremente executados nos seus mosteiros, espalhando um clima de serenidade, e que chegaram também a nós. Para ela, toda a criação é uma sinfonia do Espírito Santo, que é em si mesmo alegria e júbilo.
A popularidade de que Hildegarda foi circundada incitava muitas pessoas a questioná-la. Por esse motivo, dispomos de muitas de suas cartas. A ela procuravam comunidades monásticas de homens e mulheres, bispos e abades. Muitas respostas ainda são válidas para nós. Por exemplo, a uma comunidade religiosa feminina Hildegarda escreveu assim: "A vida espiritual deve ser cuidada com grande dedicação. No início, o trabalho é amargo. Por isso, exige a renúncia ao prazer da carne e a outras coisas semelhantes. Mas, se se deixa fascinar pela santidade, uma alma santa perceberá como doce e amável exatamente o desprezo pelo mundo. É preciso inteligentemente certificar-se de que a alma não envelheça" (E. Gronau, Hildegard. Vita di una donna profetica alle origini dell’età moderna, Milano 1996, p. 402). E, quando o Imperador Federico Barbarossa causou um cisma na Igreja, opondo três anti-papas ao Papa legítimo Alexandre III, Hildegarda, inspirada por suas visões, não hesitou em lhe recordar que também ele, o imperador, era sujeito ao juízo de Deus. Com a audácia que caracteriza todo o profeta, ela escreveu ao Imperador estas palavras da parte de Deus: "Ai, ai desta má conduta dos ímpios que me desprezam! Ouvi, ó rei, se deseja viver! Caso contrário, minha espada te traspassará!" (Ibid., p. 412).
Com a autoridade espiritual de que era dotada, nos últimos anos de sua vida, Hildegarda começou a viajar, apesar de sua idade avançada e das condições inconvenientes da viagem, para falar de Deus às pessoas. Todos a ouviam com prazer, mesmo quando usava um tom severo: a consideravam uma mensageira enviada por Deus. Recordava, sobretudo às comunidades monásticas e ao clero, o chamado a uma vida em conformidade com sua vocação. De modo particular, Hildegarda opôs-se ao movimento dos cátaros alemães. Eles – cátaros literalmente significa "puros" - defendiam uma reforma radical da Igreja, especialmente para combater os abusos do clero. Ela repreendeu-os por querer subverter a natureza mesma da Igreja, lembrando-lhes que a verdadeira renovação da comunidade eclesial não se obtém tanto com a mudança de estruturas, mas com um sincero espírito de penitência e um caminho ativo de conversão. Essa é uma mensagem que nunca devemos esquecer.
Invoquemos sempre o Espírito Santo, a fim de suscitar na Igreja mulheres santas e corajosas, como Santa Hildegarda di Bingen, que, valorizando os dons recebidos de Deus, deem a sua preciosa e peculiar contribuição para o crescimento espiritual das nossas comunidades e da Igreja em nosso tempo.
Ao final da Catequese, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa a seguinte saudação:
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação fraterna e agradecida para todos, com menção especial para os grupos de fiéis da Amora em Portugal, e das paróquias do Divino Espírito Santo e São João Batista no Rio de Janeiro, Santa Rita de Cássia e Nossa Senhora Mãe da Igreja em Belo Horizonte. Esta peregrinação a Roma fortaleça, nos vossos corações, o sentir e o viver em Igreja, a exemplo de Santa Hildegarda, sob o terno olhar da Virgem Mãe. A Ela confio os anseios bons que aqui vos trouxeram. O Papa ama-vos, e a todos abençoa no Senhor.
Queimadas - Governo decreta emergência ambiental em 14 estados e no DF
O Ministério do Meio Ambiente decretou estado de emergência ambiental em 14 estados e no Distrito Federal (DF) por causa do grande número de focos de queimadas. Estão na lista os estados do Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, do Pará, Piauí, Tocantins, da Bahia e de Goiás e Minas Gerais.
Com o decreto, se for preciso, os estados podem contratar brigadistas para combater o fogo sem necessidade de licitação. A portaria com a lista foi publicada ontem, 6, no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os 14 estados estão sob emergência ambiental desde abril. A portaria de ontem inclui o Distrito Federal na lista.
Levantamento do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostra a existência de 1.178 focos de incêndio no país nesta quarta-feira, conforme dados do satélite de referência. Do total, o maior número foi registrado em Goiás, 392. Em seguida aparecem Tocantins (288 focos), Bahia (239), Minas Gerais (203), Distrito Federal (31), Mato Grosso (17) e São Paulo (8).
Nesta manhã, ao final da Audiência Geral, o Santo Padre Bento XVI saudou Sua Excelência o Senhor José Maria Pereira Neves, Primeiro Ministro de Cabo Verde, que se encontrou também com o Eminentíssimo Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, acompanhado pelo Excelentíssimo Secretário para as Relações com os Estados, Arcebispo Dominique Mamberti.
Ao longo dos cordiais colóquios, saudou-se as boas relações bilaterais, bem como a contribuição que a Igreja oferece ao bem de toda a Nação-Arquipélago. Também foi defendida uma colaboração sempre mais estreita no campo da saúde e da educação.
Decidiu-se criar uma Comissão bilateral de trabalho, para iniciar o desenvolvimento de um Acordo-quadro entre a Santa Sé e Cabo Verde.
Bento XVI recebeu em audiência o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Pereira Neves, após a Catequese desta quarta-feira, 8.
O diálogo entre o Papa e Neves ressaltou as boas relações bilaterais entre os dois países, bem como a contribuição que a Igreja oferece ao bem-estar daquela nação africana.
Defendeu-se uma colaboração cada vez mais estreita no campo da saúde e da educação, bem como foi anunciada a criação de uma Comissão bilateral de trabalho para dar início ao desenvolvimento de um Acordo-quadro entre os dois países.
"O veredicto com relação aos assuntos extramatrimoniais foi suspenso e está sendo reavaliado", disse o porta-voz do ministério, Ramin Mehmanparast, à emissora estatal iraniana de televisão Press TV, que transmite em inglês.
O caso provocou indignação internacional e agravou as já tensas relações do Irã com o Ocidente.
O Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso recebeu com grande preocupação as notícias do proposto "Koran Burning Day" [Dia de Queima do Alcorão], por ocasião do Aniversário dos trágicos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, que resultaram na perda de muitas vidas inocentes e consideráveis danos materiais.
Esses atos deploráveis de violência, de fato, não podem ser contra-atacados através de um gesto grave e ultrajante contra um livro considerado sagrado por uma comunidade religiosa. Cada religião, com seus respectivos livros sagrados, locais de culto e símbolos tem o direito ao respeito e proteção. Nós falamos sobre o respeito que deve ser dado à dignidade da pessoa que é adepta daquela religião e da sua livre escolha em matéria religiosa.
A reflexão que necessariamente devia ser fomentada por ocasião da lembrança do 11 de Setembro seria a de, em primeiro lugar, oferecer nossos profundos sentimentos de solidariedade por aqueles que foram golpeados por esses horrendos ataques terroristas. A esse sentimento de solidariedade, nós unimos nossas orações por eles e seus entes queridos que perderam suas vidas.
Cada líder religioso e crente também é chamado a renovar a firme condenação a todas as formas de violência, em particular aquelas cometidas em nome da religião. O Papa João Paulo II afirmou: "O recurso à violência em nome da crença religiosa é uma perversão dos verdadeiros ensinamentos das grandes religiões" (Discurso ao novo Embaixador do Paquistão, 16 de dezembro de 1999). Sua Santidade o Papa Bento XVI expressou de modo similar: "[...] a violência como uma resposta às ofensas nunca pode ser justificada, pois esse tipo de resposta é incompatível com os princípios sagrados da religião" (Discurso ao novo Embaixador do Marrocos, 20 de Fevereiro de 2006).
A proposta - de um grupo evangélico fundamentalista do interior dos Estados Unidos - seria uma forma de protesto aos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. Apesar das reações internacionais contrárias, o líder da igreja Dove World Outreach Center, pastor Terry Jones, anunciou na terça-feira, 7, que pretende queimar o Livro Sagrado para os muçulmanos e defendeu que o manifesto seja seguido em nível mundial.
"Esses atos deploráveis de violência, de fato, não podem ser contra-atacados através de um gesto grave e ultrajante contra um livro considerado sagrado por uma comunidade religiosa. Cada religião, com seus respectivos livros sagrados, locais de culto e símbolos tem o direito ao respeito e proteção", indica o dicastério do Vaticano.
O Pontifício Conselho convida à solidariedade com os familiares das vítimas e lembra que todo o líder religioso deve condenar qualque forma de violência, em especial as que são cometidas em nome da religião.
Os ataques de 11 de Setembro foram organizados por terroristas islâmicos ligados à rede Al-Qaeda, comandada por Osama bin Laden. Eles sequestraram dois aviões e os chocaram com as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque. No total, 2.993 pessoas foram mortas, incluindo os 19 sequestradores dentro dos aviões.
Os primeiros serão dedicados à viagem do Pontífice, que ocorrerá entre os próximo dias 16 e 19. Um deles retrata o Papa e uma imagem do cardeal John Henry Newman, que será beatificado em uma missa programada em Birmingham.
Outro será lançado para homenagear Leão XIII, cujo bicentenário de nascimento foi celebrado por Bento XVI no último domingo em Carpineto Romano, sua cidade natal. Haverá ainda homenagens aos músicos Frederic Chopin e Robert Schumann.
Um deles acompanhará a reabertura da Biblioteca Apostólica Vaticana, prevista para o próximo dia 20. O último será lançado no aniversário da proclamação da Nossa Senhora de Loreto, padroeira dos aviadores.
Bento XVI - Papa afirma que morte é sinal de esperança
O Réquiem de Mozart, nos leva ao mesmo tempo, a amar intensamente as coisas da vida terrena como dons de Deus e a elevar-se acima delas, olhando serenamente a morte como a “chave” para atravessar a porta para a felicidade eterna. Foi o que disse o Papa Bento XVI após assistir a um concerto nesta terça-feira, 7, na residência Apostólica de Castel Gandolfo, cidade localizada a 30 quilômetros de Roma e onde passa o período de verão europeu.
O concerto foi oferecido pela Pontifícia Academia das Ciências no qual se interpretou a Missa de Réquiem em Ré menor K 626, de Wolfgang Amadeus Mozart, executada pela Orquestra de Pádua e do Vêneto, junto com o coral “Academia da Voz”, de Turim. Na conclusão da apresentação o Papa tomou a palavra dirigindo-se aos artistas e aos convidados presentes, e falou sobre Mozart.
“Toda vez que ouço suas músicas não deixo de retornar com a memória à igreja paroquial, quando criança, nos dias de festa, tocava uma de suas “Missas”, e no coração parecia que um raio de beleza do Céu tinha me atingido”, disse Bento XVI. “Essa sensação – continuou o Papa – eu a experimento cada vez que ouço essa grande meditação, dramática e serena, sobre a morte”.
O Papa, um amante da música clássica, explicou que “em Mozart tudo está em perfeita harmonia, cada nota, cada frase musical e não poderia ser diferente; inclusive os opostos se reconciliam e a “serenidade de Mozart” envolve tudo, em cada momento”. “Esse é um dom da graça de Deus, mas também é o fruto da vida de fé de Mozart que, especialmente na música sacra, consegue transpirar a luminosa resposta do amor divino, que dá esperança, mesmo quando a vida humana é dilacerada pelo sofrimento e pela morte”, acrescentou.
Bento XVI recordou a última carta de Mozart a seu pai moribundo em 4 de abril 1787, na qual ele diz: “Há vários anos tenho me familiarizado com esta amiga sincera e querida do homem (a morte), e a sua imagem não é terrível para mim, muitas vezes ela aparece muito tranqüilizadora e consoladora”. “Agradeço a Deus por me ter dado a oportunidade de reconhecer nela a chave para a felicidade”, disse o Papa lendo a carta de Mozart.
“Eu nunca durmo sem pensar que amanhã pode ser que eu não exista mais. Nem tão pouco as pessoas que me conhecem podem dizer que na companhia delas eu estou triste ou de mau humor. É por isso que agradeço ao meu Criador cada dia, e desejo com todo meu coração a mesma coisa a cada um dos meus semelhantes”, concluiu a carta de Mozart.
Para o Papa, este é um escrito que expressa a fé profunda e simples, que também emerge na grande oração do Réquiem “e nos conduz, ao mesmo tempo, a amar intensamente as coisas da vida terrena, como dons de Deus e a elevar-se acima delas, olhando serenamente a morte como a “chave” para cruzar a porta para a felicidade eterna”.
“O Réquiem de Mozart, concluiu Bento XVI, é uma elevada expressão de fé que conhece bem a tragédia da existência humana e não esconde os seus aspectos dramáticos e é, portanto, uma expressão de fé precisamente cristã, consciente de que toda a vida do homem está iluminada pelo amor de Deus”.
Roma - Congregação Oblatos de Maria realiza Capítulo Geral
Tem início nesta quarta-feira, 8, em Roma, o 35° Capítulo Geral dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada (OMI) sobre o tema "Conversão: um novo coração, um novo espírito, uma nova missão".
"Centralizado na pessoa de Jesus Cristo, fonte de nossa missão, estamos comprometidos com uma profunda conversão, pessoal e comunitária", frisou o ex-superior geral, Pe. Guglielmo Steckling, que guiou os Oblatos durante 12 anos.
"Na Congregação se sentia o desejo de refletir sobre a nossa identidade como missionários Oblatos. Percebemos que todo o nosso estilo de vida como missionários tinha que mudar para vivermos juntos com mais harmonia, sermos mais firmes na oração e na reflexão a fim de testemunhar Jesus Cristo de maneira mais criativa", frisou ainda Pe. Steckling.
O Capítulo Geral dos Oblatos de Maria Imaculada se encerra no dia 8 de outubro próximo e conta com a participação de 89 Oblatos provenientes da África, Ásia, Oceania, América e Europa, e mais os 12 membros do Conselho Geral.
O capítulo se concentrará na elaboração de algumas diretrizes aplicáveis internacionalmente e que possam ajudar a encarnar a vida religiosa missionária nos concretos contextos culturais.
Os Missionários Oblatos de Maria Imaculada, fundados pelo francês Santo Eugênio de Mazenod (1782-1861), são atualmente 4.354 membros em 1.083 comunidades espalhadas pelos cinco continentes. O lema da Congregação é "Ele me enviou para evangelizar os pobres" que os Oblatos realizam na dedicação aos vários aspectos da missão: evangelização, diálogo inter-religioso, reconciliação, justiça e paz.
Empresários - Dificuldades impedem fechamento legal de empresas
Dos 18 milhões de empresas cadastradas no país, pelo menos metade não funciona. Algumas conseguiram fechar as portas legalmente. A grande maioria, entretanto, continua aberta devido às dificuldades para encerrar as suas atividades, tais com dívida ativa e pendências societárias, familiares ou não.
O quadro foi desenhado pelo secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini. Ele disse que o Cadastro Nacional de Registro de Comércio (CNRC) “é muito bom” e tem convênios nas três esferas de governo, com diferentes órgãos, para manter um banco de dados o mais completo possível.
Mas, o grande entrave, segundo ele, para definir o universo de empresas inativas é a falta de informações em tempo hábil, uma vez que as juntas comerciais só consideram que as empresas encerraram suas atividades depois de um prazo mínimo de dez anos sem nenhuma comunicação de movimentos como alteração de contrato ou de capital.
Para tentar dar um pouco mais de agilidade à questão, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) com o propósito de reduzir o tempo de encerramento de empresas para cinco anos. Também tem outro projeto, do deputado Enio Bacci (PDT-RS), que prevê processo sumário de encerramento para micro e pequenas empresas sem movimentação de três anos nas juntas comerciais.
Caso essas mudanças se efetivem, o secretário Edson Lupatini acredita que será dado grande passo para o Poder Público ter um acompanhamento mais transparente e ágil das atividades empresariais no país. A ideia, segundo ele, é que, “no final, tudo isso vai levar a um cadastro único. É uma questão apenas de mudança de mentalidade”.
Trabalho Infantil - Número de crianças e adolescentes que trabalhavam em 2009 diminui
O trabalho infantil continua em queda no país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta quarta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Rio de Janeiro. O levantamento mostrou que, em 2009, 4,3 milhões de trabalhadores tinham entre 5 e 17 anos de idade, enquanto esse número chegava a 5,3 milhões em 2004.
“A pesquisa continua apontando queda no trabalho infantil principalmente na Região Nordeste, onde a situação é ainda mais acentuada”, afirmou Cimar Azeredo, gerente de Integração da Pnad/Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
O levantamento mostrou que, no ano passado, 123 mil trabalhadores eram crianças de 5 a 9 anos de idade, enquanto 785 mil tinham de 10 a 13 anos e 3,3 milhões, de 14 a 17 anos. A taxa de escolarização nesse grupo foi de 82,4%.
Os empreendimentos familiares, principalmente agrícolas, foram os que concentraram a maior parte das pessoas ocupadas com idade entre 5 e 13 anos. Quase 71% desse contingente não recebiam remuneração, ou se enquadravam como trabalhadores para o próprio consumo ou na construção para próprio uso.
A pesquisa constatou ainda que o rendimento mensal per capita das pessoas de 5 a 17 anos que estavam trabalhando foi de R$ 350, enquanto o daqueles que não trabalhavam foi de R$ 414.
Caridade - Brasil é o 76° colocado em generosidade da população
Em um ranking internacional de generosidade que avaliou o grau de envolvimento da população em ações de caridade, os brasileiros ocupam o 76º lugar. Na América Latina, o Brasil aparece atrás de 15 países, empatado com a Argentina e a Nicarágua. As informações são da agência BBC Brasil.
A liderança ficou com a Austrália e Nova Zelândia. Em segundo lugar, aparecem empatados o Canadá e a Irlanda, e em terceiro, a Suíça e os Estados Unidos. Foram analisados 153 países pela organização não governamental Charities Aid Foundation, que criou o World Giving Index (Índice da Generosidade Mundial, em tradução livre). Essas nações concentram 95% da população mundial.
Os entrevistados responderam a perguntas sobre doações para entidades beneficentes, tempo gasto em trabalho voluntário e ajuda a estranhos. Na relação dos países que integram o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), os brasileiros são os mais generosos. Depois vêm os indianos (134º lugar), russos (138º), e chineses (147º).
Os cincos últimos do ranking são a Grécia, Sérvia, Ucrânia, o Burundi e Madagascar. Em cada país, foram entrevistadas mil pessoas que vivem em centros urbanos. Em países mais populosos, como a China e Rússia, a amostragem foi feita com 2 mil entrevistados.
O índice leva em consideração três aspectos: doação de dinheiro para organizações, trabalho voluntário e ajuda a pessoas estranhas. No Brasil, quase metade dos entrevistados (49%) disse ter ajudado pessoas que não conheciam no último mês.
O índice no qual os brasileiros demonstram menos solidariedade é o de trabalho voluntário, 15% afirmaram ter se voluntariado em alguma organização no último mês. Em países que lideram o ranking, como a Austrália, Suíça e os Estados Unidos, o índice é mais do que o dobro do brasileiro.
No Haiti, país que atravessou crises políticas e foi atingido por um terremoto de grandes proporções em janeiro deste ano, 38% dos entrevistados disseram que fazem trabalho voluntário. Um em cada quatro entrevistados no Brasil afirmou que contribui com dinheiro para alguma organização, que inclui instituições de caridade, partidos políticos ou igrejas. Na Austrália, país que lidera o ranking ao lado da Nova Zelândia, 70% das pessoas entrevistadas afirmaram que doam dinheiro para entidades sociais.
Segundo a Charities Aid Foundation, as ações caridosas variam muito entre os países devido a diferenças culturais. Cada nação tem conceitos diferentes sobre o que é ser generoso. No entanto, a pesquisa identificou um padrão global: quanto mais velhas as pessoas, mais generosas elas costumam ser. Segundo a entidade, isso tem relação com o melhor nível econômico dos mais velhos em cada país.
Após a Catequese desta quarta-feira, 8, o Papa saudou os grupos de fiéis presentes em diversas línguas. Após a saudação em língua inglesa, leu uma mensagem por ocasião de sua iminente viagem ao Reino Unido.
Confira o texto da videomensagem na íntegra
Estou bastante ansioso pela minha visita ao Reino Unido daqui a uma semana e envio cordiais saudações a todo o povo da Grã-Bretanha. Estou ciente de que uma grande quantidade de trabalho tem sido necessária para os preparativos da visita, não só por parte da comunidade Católica, mas também do Governo, autoridades locais na Escócia, Londres e Birmingham, os meios de comunicação e os serviços de segurança, e eu quero dizer o quanto aprecio os esforços que foram feitos para assegurar que os vários eventos previstos sejam celebrações verdadeiramente alegres. Acima de tudo, agradeço as inúmeras pessoas que têm rezado para o sucesso da visita e por um grande derramamento da graça de Deus sobre a Igreja e o povo da vossa nação.
Será uma alegria especial para mim a beatificação do venerável John Henry Newman, em Birmingham, no domingo, 19 de Setembro. Esse verdadeiramente grande inglês viveu um sacerdócio exemplar e, através de sua extensa obra, deu um contributo duradouro para a Igreja e sociedade, tanto em sua terra natal quanto em muitas outras partes do mundo. É minha esperança e oração que mais e mais pessoas sejam beneficiadas por sua sabedoria gentil e sejam inspiradas pelo seu exemplo de integridade e santidade de vida.
Aguardo com expectativa a reunião com representantes das muitas tradições religiosas e culturais que compõem a população britânica, assim como com os líderes civis e políticos. Estou muito grato a Sua Majestade a Rainha e Sua Graça o Arcebispo de Canterbury por receber-me, e estou ansioso para encontrá-los. Embora lamente que existam muitos lugares e pessoas que não tenha a oportunidade de visitar, quero que saibais que vós todos sois lembrados em minhas orações. Deus abençoe o povo do Reino Unido!
"A teologia pode receber uma contribuição especial das mulheres, porque são capazes de falar de Deus e dos mistérios da fé com a sua peculiar inteligência e sensibilidade. Encorajo, por isso, todas aquelas que desenvolvem esse serviço a fazê-lo com profundo espírito eclesial, alimentando a sua reflexão com a oração e olhando a grande riqueza, ainda em parte inexplorada, da tradição mística medieval, especialmente aquela representada por modelos luminosos, como Hildegarda di Bingen", afirmou.
O Pontífice ressaltou que as visões místicas de Hildegarda são ricas de conteúdos teológicos, compiladas especialmente em três obras: Scivias (Conhece as vias); Liber vitae meritorum (Livro dos méritos da vida) e Liber divinorum operum (Livro das obras divinas).
O trabalho da santa com a música, exemplificado pelo Symphonia Harmoniae Caelestium Revelationum (Sinfonia da Harmonia das Revelações celestes), "manifesta a versatilidade de interesses e a vivacidade cultural dos mosteiros femininos da Idade Média, ao contrário dos preconceitos que ainda pesam sobre aquela época", ressaltou o Bispo de Roma.
Renovação da Igreja
Bento XVI lembrou que Santa Hildegarda foi contrária ao movimento dos cátaros alemães, que defendiam uma reforma radical da Igreja.
"Ela repreendeu-os por querer subverter a natureza mesma da Igreja, lembrando-lhes que a verdadeira renovação da comunidade eclesial não se obtém tanto com a mudança de estruturas, mas com um sincero espírito de penitência e um caminho ativo de conversão. Essa é uma mensagem que nunca devemos esquecer", salientou.
Por fim, o Papa convidou os fiéis a invocar sempre o Espírito Santo, "a fim de suscitar na Igreja mulheres santas e corajosas, como Santa Hildegarda di Bingen, que, valorizando os dons recebidos de Deus, deem a sua preciosa e peculiar contribuição para o crescimento espiritual das nossas comunidades e da Igreja em nosso tempo".
O Santo Padre fez o trajeto entre as duas cidades de helicóptero e, ao término do encontro, retornou para a cidade do interior da Itália, em que se encontra desde o dia 7 de julho.
Frei Bruno Cadore é o novo Superior Geral da Ordem dos Pregadores e 86º sucessor de São Domingos.
Nascido em 1954, médico e professor de ética médica, atualmente era Prior Provincial da Província da França e atual Presidente dos Priores provinciais da Europa.
A sua missão será recolher os desafios lançados pelo mundo e pela Igreja aos Dominicanos.
A eleição ocorreu após a Celebração Eucarística do “Sancto Spiritu”, presidida pelo Frei Timothy Radcliffe que precedeu o Superior Geral, Frei Aspiroz Carlos Costa, que deixa o cargo. Ele foi eleito no âmbito do Capítulo Geral da Ordem, reunido no plenário do Instituto Salesiano de Roma.
O Capítulo Geral retomou depois as reflexões sobre o estudo finalizado à pregação, o carisma específico dos Dominicanos; a formação intelectual e espiritual dos frades; e o governo da Ordem e a economia. O próximo Capítulo Geral será realizado em 2013.
"No final de outubro, mas não antes", precisou o especialista para o jornal La Tercera. Para ele, a principal condição para cumprir com essa previsão é não encontrar "fraturas importantes na montanha para que haja perfuração contínua".
A estimativa se deve à nova máquina enviada na última semana ao local do desabamento. A perfuradora T-130, da companhia Inés de Collahuasi, que, segundo especialistas, permite o avanço do trabalho com velocidade duas vezes maior do que as outras, o que poderia reduzir à metade o período de quatro meses anunciado para o resgate dos homens.
Por sua vez, o ministro de Mineração do Chile, Laurence Golborne, considerou como mais provável que o resgate ocorra no início de novembro.
Os especialistas da Agência Espacial Norte-americana (Nasa) recomendaram que as equipes de resgate não se concentrem em datas, mas em manter os 33 homens em bom estado de saúde física e mental.
Agentes da Nasa especializados em isolamento por períodos prolongados foram enviados para Copiapó, localizada no deserto de Atacama, para colaborar na manutenção da saúde física e psicológica do grupo. No domingo, 5, completou um mês que os trabalhadores ficaram presos a 700 metros de profundidade sob a rocha após um desmoronamento.
Haiti - Comemorações de 7 de setembro se revertem em ações sociais
No Haiti, o 7 de Setembro será comemorado com várias ações sociais por toda a capital do país, Porto Príncipe, onde está concentrada a maior parte dos cerca de 9 milhões de habitantes. A partir de domingo, 12, serão distribuídas 6 mil cestas básicas de alimentos, além de água potável. Também está previsto atendimento médico e dentário.
Para as crianças e os adultos, estão programadas atividades de recreação e apresentações culturais brasileiras. No bairro de Bel-Air, cuja pacificação constituiu marco da atuação dos militares brasileiros integrantes da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah) , haverá uma cerimônia especial.
A ideia é que autoridades brasileiras e haitianas, assim como representantes da comunidade internacional, participem de uma solenidade comemorativa. A cerimônia é para celebrar o 188º aniversário da Independência do Brasil. As atividades são organizadas pela Embaixada do Brasil em Porto Príncipe e pelo Comando do Contingente brasileiro no Haiti.
As comemorações ocorrem no momento em que o Haiti ainda se recupera do pior terremoto da história do país. Em 12 de janeiro, um terremoto de 7 graus de magnitude na escala Richter atingiu o Haiti provocando a morte de aproximadamente 220 mil pessoais, inclusive de militares brasileiros e da médica sanitarista Zilda Arns.
O terremoto destruiu prédios públicos e privados, desapareceu com documentos e deixou milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas. O Brasil foi um dos primeiros países a enviar ajuda para o Haiti, como recursos e apoio humanitário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros visitaram o país.
Recentemente, especialistas informaram que apesar do esforço da comunidade internacional, o Haiti ainda vive sob dificuldades e os efeitos do caos causado pelo terremoto ocorrido há quase oito meses.
Agradecimento - Igreja na Ásia escreve carta ao Papa
Uma carta de agradecimento ao Papa Bento XVI por sua solicitude para com a Igreja na Ásia e uma mensagem final, para reafirmar que a contribuição cristã é essencial para a sociedade moderna: esses foram os dois documentos finais elaborados pelo Congresso de Leigos Católicos da Ásia, que se concluiu no domingo, 5, em Seul, Coréia do Sul. Organizado pelo Pontifício Conselho para os Leigos, o Congresso refletiu sobre o tema da evangelização do continente asiático.
Vivemos em tempos difíceis, parece que quase em todos os lugares a Igreja encontra fortes ventos contrários , temos medo de naufragar. Mas Cristo e o Papa estão firmes no timão do barco, guiando com cuidado e serenidade, carregando o peso da Cruz e nos aproximando de Deus. Esta é a imagem comovente que o Congresso de leigos católicos da Ásia descreve em sua carta a Bento XVI. “Santidade, lê-se na carta, fomos tocados pelo seu amor paternal e por sua proximidade”, sinais tangíveis “do ministério universal e do cuidado missionário incansável do Sucessor de Pedro”. “Mesmo imersos em uma sociedade que está sofrendo profundas alterações, continua a carta, estamos cientes da nossa contribuição na construção da comunidade cristã, da nossa vocação à caridade para o bem de todos na Ásia”. A carta termina com um forte pedido ao Santo Padre para que ele recorde, na oração de todas as heróicas testemunhas de fé no continente, como também das famílias, das associações e movimentos que, com esperança e amor, proclamam a Palavra de Deus.
E uma forte tomada de consciência da importância do papel dos leigos católicos também emerge da Mensagem final do Congresso: "Nós somos um pequeno rebanho, lê-se no texto, que não tem complexo ou medo de ser uma minoria. Nós não queremos ficar confinados dentro dos muros das igrejas, mas sentimos o chamado a sermos sal e luz do continente asiático”. Por isso, os leigos católicos afirmam: “Queremos ser ativos protagonistas na vida da Igreja local, em comunhão com nossos bispos”; “somos poucos, mas mesmo assim estamos presentes em toda parte, impulsionados pelo amor por todos os nossos irmãos na Ásia sem exceção ou discriminação. Estamos orgulhosos da riqueza de nossas antigas tradições culturais, e motivados a compartilhar nossa fé em Jesus Cristo, realização de toda aspiração humana”.
Certamente, lê-se ainda na Mensagem final, a Ásia vive um processo sem precedentes de crescimento e de transformação social, econômica e demográfica. Mas é preciso enfrentar os problemas da promoção da liberdade, da justiça, da solidariedade e do desenvolvimento de condições de vida mais humana. À luz disto, os leigos estão convencidos da contribuição cristã, “única e essencial” para o bem do continente.
Por essa razão, os católicos se comprometeram a renovar os esforços para compartilhar a experiência cristã na sociedade. Mas atenção, destaca-se no documento, “isto não é marketing estratégico ou proselitismo fanático, mas simplesmente o fruto do encontro com Jesus”, que faz brotar naturalmente “o desejo de levar esta graça aos outros”.
Mesmo diante dos mártires, das vítimas do fundamentalismo, dos perseguidos por causa de sua fé, exorta a Mensagem, é preciso “ter coragem“, “e deixar-se fascinar por Cristo”, através da escuta de Sua Palavra, para que todos possam tornar-se um colaborador “indispensável na vida da Igreja” traçando “novos caminhos para o Evangelho na sociedade”.
“Somos portadores do bem supremo para o povo da Ásia de hoje e de amanhã”, conclui o documento final do Congresso, e “nós somos convidados a partilhar com os demais o grande tesouro que é Jesus Cristo”. Enfim, a Mensagem confia todos os fiéis a Maria, “a estrela luminosa da nova evangelização”.
Santa Sé - Vaticano divulga números da Igreja Católica na Grã-Bretanha
O Escritório Central de Estatísticas da Igreja, no Vaticano, divulgou esta semana os dados atuais sobre a Igreja Católica na Grã-Bretanha. O Reino Unido se prepara para a visita do Papa Bento XVI na próxima semana, entre os dias 16 e 19 de setembro.
Os números apontam que a população total da Grã-Bretanha é de 59.381.000 pessoas, destas 5.264.000 (8,87%) se denominam católicas.
Ao serviço dos fiéis, nas 32 dioceses e 2977 paróquias, estão 59 bispos, 5.225 sacerdotes, 6.497 religiosos e 34.669 catequistas. Além disso, o país tem dois seminaristas menores e 245 seminaristas maiores.
Um total de 806.334 estudantes frequentam as 2.828 escolas católicas, que oferecem o ensino desde o jardim de infância à faculdade. A Grã-Bretanha tem ainda várias outras instituições dirigidas pela Igreja, entre as quais: oito hospitais, 171 residências para idosos ou deficientes, 79 orfanatos, 94 centros de aconselhamento familiar e pró-vida, e 147 centros de educação e reabilitação social.
Entre as atividades do Papa Bento XVI no país, estão a beatificação do teólogo Cardeal John Henry Newman, o encontro com a rainha Elizabeth II e com os bispos da Inglaterra, Gales e Escócia.